O projeto deste ano é muito semelhante ao dos anos anteriores. E o tema deste ano é “NAVEGADORES”. Por isso, idealizámos e organizámos um leque de atividades, que despertem o interesse e motivação das nossas crianças e as levem a descobrir novos horizontes. Assim, com este projeto, pretendemos desenvolver um conjunto de atividades diversificadas, de natureza artística e científica, proporcionando uma formação global, momentos de lazer e divertimento na ocupação dos seus tempos livres.
Tivemos também a intenção de nortear e adequar este projeto ao nosso Tema Cultural para o biénio de 2025 a 2027: “CORAGEM PARA SONHAR, FÉ PARA AGIR.”
Em sequência deste tema, as crianças do nosso Campo de Férias são convidadas a partir também elas, com coração aberto, curiosidade e alegria, como pequenos navegadores do bem. Ao sonhar em conjunto e agir com coragem, vão descobrindo caminhos de amizade, partilha e confiança. Assim, levam consigo a mesma força das nossas raízes: acreditar, avançar e construir algo bonito com fé.
E este ano, a nossa história vai escrever-se desta forma:
Há muito, muito tempo, quando o mundo ainda escondia segredos e os mapas tinham espaços em branco, viveram homens e mulheres que sonhavam com o mar. Chamavam-lhes os navegadores. Tinham olhos cheios de luz e corações cheios de esperança. Olhavam o horizonte e perguntavam: “Será que há mais mundos para descobrir?”
Então, com coragem e fé, construíram barcos, ergueram velas e deixaram o vento guiar os seus sonhos. O mar rugia, o vento soprava forte, mas dentro deles havia uma força maior: o desejo de seguir em frente, mesmo sem saber o que os esperava. Tinham coragem para sonhar e fé para agir, porque sabiam que os sonhos são como estrelas — mesmo quando o céu está escuro, elas continuam a brilhar.
Cada onda ensinava-lhes paciência, cada tempestade ensinava coragem, e cada novo amanhecer era uma conquista do coração. O mar era duro, mas também amigo; desafiava-os para que descobrissem dentro de si o que é ser verdadeiramente forte.
Esses navegadores não procuravam apenas novas terras, procuravam um sentido maior — o de acreditar que o mundo cresce quando temos a ousadia de seguir o nosso sonho. Foi assim que o povo português aprendeu a olhar mais longe, com o coração aberto ao desconhecido e a alma firme nas marés da esperança. Hoje, o mar continua a chamar por nós. Ainda sussurra nas conchas e nas ondas: “Também tu podes ser um navegador.” Porque para seguir caminho não é preciso um barco, nem uma bússola — basta ter dentro de ti um sonho grande, fé no que acreditas e a coragem de continuar mesmo quando o vento sopra contra. Ser português é isso: ter o mar nas veias, o sonho nas mãos e a fé no coração. É lembrar que os navegadores do passado vivem em cada um de nós, sempre que acreditamos, resistimos e escolhemos seguir em frente. Porque quem leva dentro de si a força dos navegadores e caminha com Deus nunca se perde — apenas descobre novos caminhos.

